Categorias

Arquivos

James Gang - Bang (Atco, 1973)

November 26th, 2009 by Editor

jamesgangbang.jpg
Quando se fala em James Gang, banda favorita de Bill Clinton, obviamente se pensa na formação original, o power trio que contava com o lendário vocalista e guitarrista Joe Walsh, o baterista que deu início à banda, Jim Fox, mais o baixista Dale Peters. Seria um tanto óbvia a escolha por um dos clássicos gravados na era Walsh, porém, as fases subsequentes não foram menos criativas, apesar de terem vendido menos. É aquela velha bitolação da cultura norte-americana, se não for a original, não é a autêntica. Pura bobagem!

Joe Walsh resolveu largar o James Gang mesmo após a canção Walk Away ter-lhe rendido single e álbum de ouro (do LP Thirds) em 1972, apenas um ano após o lançamento. Se uniria ao megaplatinado Eagles, onde faturaria muito mais. Foi aí que a banda contratou o vocalista Roy Kenner e o guitarrista Domenic Troiano para dividirem seu posto. Troiano gravaria Passin’ Thru e Straight Shooter, ambos de 1972, e logo deitaria o cabelo. A banda não poderia parar e para o posto surgiria um rapaz chamado Tommy Bolin. Sendo o protótipo da imagem glam metal que predominaria anos depois a cena hard rock, Bolin gravaria dois álbuns com o James Gang: Bang (1973) e Miami (1974). Entraria para o Deep Purple e mais tarde faleceria de overdose. E por falar nisso, a “prescrição” de hoje é o Bang! Que tal o trocadilho “a gangbang do James”? A capa entrega… Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Thin Lizzy - Still Dangerous (VH1 Classic Records, 2009)

August 7th, 2009 by Editor

stilldangerous.jpg
Quando se fala na maior banda de rock’n'roll da Irlanda, pensa-se em U2, certo? Errado! Thin Lizzy foi e sempre será cultuada em todo o mundo pelos autênticos rockers. Pois o grupo de curta trajetória criado pelo falecido Philip Parris Lynott retorna neste lançamento póstumo, o ao vivo Still Dangerous: Live At The Tower Theatre, Philadelphia 1977. Gravado em 1977 durante a turnê de Bad Reputation, o diferencial deste álbum é a crueza, se comparado ao clássico Live And Dangerous, de 1978, supostamente entupido de overdubs. E o negócio aqui é pedrada atrás de pedrada. As essenciais Jailbreak, The Boys Are Back In Town e Massacre, ao lado de outras canções mais obscuras como Don’t Believe A Word - do ótimo Johnny The Fox (1976) - que fizeram o compositor Phil Lynott merecer sua estátua em Dublin. Vocais simples, mas muito bem utilizados, guitarras dobradas a cargo da dupla Scott Gorham e Brian Robertson, somados à bateria sem frescura do bicho-grilo Brian Downey… Nostalgia pura!

Faixas: Soldier Of Fortune, Jailbreak, Cowboy Song, The Boys Are Back In Town, Dancing In The Moonlight, Massacre, Opium Trail, Don’t Believe A Word, Baby Drives Me Crazy, Me And The Boys, Bad Reputation, Emerald.

Nota 10.

[por Diego Winger]

www.thinlizzy.org

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

KISS - Alive! (Casablanca, 1975)

April 3rd, 2009 by Editor

kiss_alive_cover.jpg
Para comemorar a quarta vinda do KISS ao Brasil, nada mais apropriado que resgatar do fundo do baú o maior clássico da banda, Alive! Após três discos de estúdio que foram tidos à época como fracassos de vendas, a banda mascarada solta a gravação de um show histórico num lotado Cobo Hall em Detroit (EUA), datado de 27 de março de 1975. O KISS estava se consolidando como uma banda cult, em que pese seus LPs de estúdio ainda não venderem bem, os shows atraíam legiões de fãs e curiosos. Uma mística rondava o KISS, pois, estrategicamente, o grupo mantinha a identidade de seus músicos em sigilo, criando uma aura de super-heróis acerca deste. Num período em que lançar um álbum duplo ao vivo era sinônimo de suicídio comercial, o selo Casablanca resolveu arriscar… E acertou em cheio! Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Pearl Jam - Ten (Sony Legacy, 2009)

April 3rd, 2009 by Editor

pearl_jam_-_tenreissue.jpg
Um clássico dos anos 90, Ten, originalmente lançado em 1991 pela banda grunge Pearl Jam ressurge. Relançado remasterizado, dividido em duas partes, mais um DVD bônus. A primeira, original, traz Ten da mesma forma. A segunda parte, o mesmo álbum; porém, remixado por Brandan O’ Brien, produtor favorito da banda, mais algumas faixas extras. Todas as belas canções tiveram aquele reverb característico da época limado, bem como as frases sussurradas do vocalista Eddie Vedder aumentadas, facilitando a compreensão destas. As guitarras no talo mantiveram-se bastante à frente. Os hits Even Flow, Alive, Black, Jeremy e Oceans são relembrados com mais nitidez. Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Warrant - Dog Eat Dog (Columbia, 1993)

January 16th, 2009 by Editor

warrantdogeatdog.jpg
Quando se fala em clássico, geralmente há quem escolha o óbvio. Porém, há aqueles álbuns cultuados que possuem uma certa aura de obscuridade. Dog Eat Dog, terceiro LP do Warrant, é um deles. No começo dos anos 90 havia uma demanda por um som mais pesado e menos comercial, pois o grunge comeria a era glam pelas beiradas. Foi em 1992 que o Warrant lança Dog Eat Dog, sem os excessos dos anos 80 e com uma roupagem mais heavy.

Como de praxe, inteiramente composto pelo vocalista Jani Lane, a faixa de abertura e single Machine Gun é um petardo. Hard, heavy, com uma letra pornográfica, já dava pra desconfiar que o Warrant era, sim, uma “banda de gente grande”. Sem perder o fôlego, emenda em The Hole In My Wall, outro arrasa-quarteirão, cujos destaques são as vocalizações de Lane, os backings e os solos de talk box do guitarrista Joey Allen, além da letra voyeurística. Um clima pseudo-apocalíptico surge em April 2031, com muito peso e melodia.

Na introdução da orquestrada Andy Warhol Was Right, um violão e uma voz de criança falando, a princípio, de seus sonhos. A letra discursa sobre os “quinze minutos de fama” (que tanto prelecionava o artista doidão Andy Warhol), porém, sob o prisma da psicopatia, pois o narrador alcança a desejada atenção através de um homicídio de sua autoria! O hard rock malicioso volta em Bonfire, com ótimas guitarras e backings exageradíssimos, cortesia do produtor Michael Wagener (Skid Row, Extreme, Ozzy Osbourne), que sempre lançou mão deste recurso. Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Billy Idol - Idolize Yourself (Capitol, 2008)

November 13th, 2008 by Editor

billyidol.jpg
Quando a carreira está no ostracismo, nada como lançar uma coletânea para levantar uns pilas. Billy Idol, o punk de araque, solta agora seu The Very Best Of Billy Idol: Idolize Yourself. Cria dos anos 80, Idol (que significa “ídolo”, ui!), teve vários hits durante sua carreira, todos presentes nesta compilação. E já começa com a irritante Dancing With Myself (1983), um rockzinho pop que infestava as rádios da época com seu refrão pavoroso. Melhora em White Wedding (1982) que, apesar do título, se trata de uma canção pseudo-gótica. Rebel Yell (1984) é um pouco mais contagiante, provavelmente o Supla se “inspirou” nesse rapaz ao vê-lo dando soquinhos no ar como no vídeo-clipe… A balada Eyes Without A Face, também de 82, se destaca entre coisas mais obscuras como Catch My Fall (85) e To Be A Lover (86). Sweet Sixteen, de 87, embalou muito casal juvenil na época da polaina e do laquê. Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Yes - 90125 (Atco, 1983)

October 20th, 2008 by Editor

yes90125.jpg
A banda britânica Yes sempre foi referência no dito rock progressivo. Tendo o vocalista Jon Anderson e o mago dos teclados Rick Wakeman à frente, álbuns clássicos como Fragile (1971) e Close To The Edge (1972) são provas incontestes disto. Entretanto, o maior sucesso comercial do Yes ocorreu numa fase de transição para a banda. Sucessivas mudanças na formação do grupo culminaram no “acidente” que foi 90125, seu décimo primeiro LP. Jon Anderson estava de volta após ter sido substituído por Trevor Horn em Drama (1980). O guitarrista Steve Howe estava fora; em seu lugar, Trevor Rabin. Os teclados estavam a cargo de Tony Kaye (embora este tenha abandonado a banda em meio às sessões, deixando Rabin por completar o trabalho) enquanto Alan White continuava na bateria, assim como o baixista Chris Squire, único membro permanente do Yes em toda a carreira. Horn, apesar de sua breve participação como vocalista, atacaria desta vez como produtor. O resultado foi um prog rock com altas doses de AOR. Mais pop, sim, mas não menos digno. Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Guns N’ Roses - Appetite For Destruction (Geffen, 1987)

September 25th, 2008 by Editor

appetitefordestruction1.jpg
O álbum Appetite For Destruction do Guns N’ Roses acaba de atingir a marca das 18x disco de platina. Lançado em julho de 1987 este se consagra agora como o álbum de estréia de uma banda que mais vendeu nos EUA, ultrapassando o Boston (17x platina). Na época, Appetite For Destruction logo alcançou o primeiro lugar da parada da Billboard. Os quatro singles do LP foram sucessos tanto radiofônicos quanto na MTV, tendo as seguintes posições alcançadas: Sweet Child O’ Mine (1º), Welcome To The Jungle (7º), Nightrain (26º) e Paradise City (5º). O Guns N’ Roses se consolidava como os bad boys of rock’n'roll pela sua reputação e por sua performance avassaladora nos palcos. A line-up do Guns N’ Roses era Axl Rose, Slash, Izzy Stradlin, Duff McKagan e Steven Adler. Ler mais… »

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Dokken - Unchain The Night (Rhino, 2007)

August 26th, 2008 by Editor

dokkendvd.jpg
Este DVD traz todos os vídeos oficiais do Dokken que fizeram a festa dos headbangers da década de 80 quando a MTV ainda era um canal de música. Está aqui toda a cafonice que imperava os clipes, desde os enredos ridículos como os figurinos bregas, sem esquecer as infames cenas da banda na estrada. Porém, vale ressaltar a qualidade das canções e os solos do virtuoso guitarrista George Lynch que permeiam clássicos como Breaking The Chains, It’s Not Love, Just Got Lucky e tantos outros. De extras ainda há uma nova entrevista com dois membros fundadores, o vocalista Don Dokken e o baterista “Wild” Mick Brown - nela ambos contam às gargalhadas casos pitorescos do auge da fama como, por exemplo, um encontro com umas mulheres bigodudas na Itália à época em que abriram uns shows para o AC/DC - e vídeos que nunca foram lançados oficialmente em VHS (Walk Away, Dream Warriors, Heaven Sent e Burning Like A Flame). Um ítem para colecionador e um documento histórico para relembrar os saudosos excessos daqueles tempos de laquê na peruca, digo, cabelo!

Nota 8.

[por Diego Winger]

www.dokken.net

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Sepultura - Arise (Roadrunner, 1991)

July 19th, 2008 by Editor

arise1.jpg
A década de 90 não foi das mais produtivas no mundo do metal, mas uma banda brasileira se destacaria mundialmente dentre gigantes do thrash metal. Seu nome: Sepultura. Beneath The Remains (1989), o álbum anterior, já despontava como um verdadeiro petardo, fato que se consolidaria com Arise, nascido para se tornar um clássico. A porradaria toma conta nas três primeiras faixas, obrigatórias nos shows da banda: Arise, Dead Embryonic Sells e Desperate Cry, esta com um breve dedilhado na intro, que se tornaria um clichê do gênero e um solo dobrado. Murder é hardcore do começo ao fim e a letra diz “a mesma mão que constrói, destrói”. Em Altered States, os batuques tribais fazem sua primeira “aparição” na sonoridade do Sepultura, algo que se tornaria marca registrada do grupo. Under Siege (Regnum Irae) volta ao dedilhado limpo e descamba pros riffs sujos de Max e Andreas. Em Infected Voice o hardcore come solto sem dó nem piedade. Fecha Arise com um cover matador de Orgasmatron (Motörhead) que, para muitos, supera a original. O vocal gutural de Max Cavalera, a guitarra violenta de Andreas Kisser, a bateria com fortes influências de world music de Igor Cavalera, o baixo correto de Paulo Jr. e letras permeadas por críticas sociais virariam sinônimo de peso em todo mundo, fato que levaria o Sepultura a arrematar uma honrosa posição no Top 200 da Billboard (119º) e seu primeiro disco de ouro na… Indonésia! À época das gravações, haveria no Brasil o festival Rock In Rio II onde a banda tocaria na noite do metal, obrigando a gravadora a lançar uma versão prematura do disco, a “rough mixes”, cuja capa contava com apenas um detalhe da arte que viria a ser o produto final de Arise e sem Orgasmatron. Um clássico que levaria os brasileiros a ocupar um lugar de destaque no meio de bandas consagradas como Megadeth, Testament e Anthrax. Obrigatório.

Faixas: Arise, Dead Embryonic Cells, Desperate Cry, Murder, Subtraction, Altered State, Under Siege (Regnum Irae), Meaningless Movements,Infected Voice, Orgasmatron.

Line-up: Max Cavalera (vocal, guitarra ritmo), Andreas Kisser (guitarra solo), Paulo Jr. (baixo), Igor Cavalera (bateria e percussão); produzido por Scott Burns e Sepultura.

[por Diego Winger]

www.sepultura.com.br

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Alice Cooper - Billion Dollar Babies (Warner, 1973)

July 12th, 2008 by Editor

alice_cooper_-_billion_dollar_babies.jpg
Alice Cooper, subversivo, perverso, lendário! O álbum Billion Dollar Babies, da fase em que Vincent Furnier ainda dividia sua alcunha com o grupo, é a mais (im) pura demonstração de como Alice Cooper sempre esteve à frente de seu tempo. O espetáculo teatral, as canções cujas letras apresentam a mais fina ironia e o hard rock sacana, fazem desta obra um clássico. A apoteótica Hello Hooray abre o disco levando o ouvinte a erguer seus punhos e cantar junto. Raped And Freezin’ é um rock malicioso com letra sarcástica. Elected demonstra todo o “kynisme” literário de Alice acerca da política partidária, enquanto a faixa-título, mais pop, cola aos ouvidos. O sadismo-gozação aparece em Unfinished Sweet, onde se escuta o som de uma broca de dentista sob os gritos do paciente que diz: “Sade vai morar na minha boca hoje à noite”. Em No More Mr. Nice Guy, grande hit, sobra para os falsos moralistas, dando um basta à caretice, assim como em Generation Landslide. Sick Things deixaria muita gente de cabelo em pé, pela nojeira. Mal sabiam que haveria um travesti na calma (e hilária) Mary Ann. Fecha o petardo com a necrófila I Love The Dead, macabra e chocante, que serviria de inspiração para muitos músicos de gore-splatter e artistas inofensivos como o tal Marilyn Manson. Enfim, Billion Dollar Babies resume toda a mestria de Alice Cooper, como dito anteriormente, sempre à frente de seu tempo.

Faixas: Hello Hooray, Raped And Freezin’, Elected, Billion Dollar Babies, Unfinished Sweet, No More Mr. Nice Guy, Generation Landslide, Sick Things, I Love The Dead.

Line-up: Alice Cooper (vocal), Glen Buxton (guitarra solo), Michael Bruce (guitarra ritmo), Dennis Dunaway (baixo), Neal Smith (bateria); produzido por Bob Ezrin.

[por Diego Winger]

www.alicecooper.com

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Saga - Worlds Apart Revisited (InsideOut, 2007)

July 12th, 2008 by Editor

saga_20071.jpg
Enquanto não se sabe como soará a banda de prog rock canadense Saga com o novo vocalista, aproveitemos este grande momento ao vivo, ainda com Michael Sadler (vocal, teclados e baixo). O concerto aqui presente é a execução na íntegra do aclamado álbum Worlds Apart, 24 anos depois de seu lançamento, pois trata-se de um show de 2005 na Suécia. Com um repertório imaculado, há tempo de sobra para outras pérolas da vasta carreira do Saga, como The Pitchman (1983), Give ‘Em The Money (1978), You’re Not Alone (de 1979, cantada em uníssono pelo público) e muitas outras. De repente o frontman Sadler avisa: “Let’s make a movie, this is World’s Apart” e lá vem o clássico em sua totalidade. A rápida On The Loose, Wind Him Up, The Interview… Todas se destacam! Impossível não se emocionar quando Michael Sadler, Jim Gilmour (teclados, clarinete e vocais) e Jim Crichton (baixo) assumem os teclados ao mesmo tempo sob os atentos olhares dos fãs; o guitarrista Ian Crichton sola com maestria e o baterista Brian Doerner mistura em seu kit pads eletrônicos (lembrando que o Saga foi uma banda pioneira nesta tecnologia). A performance elegante de Sadler, que “encena” cada letra, vai fazer muita falta ao Saga.

Worlds Apart Revisited é um DVD duplo. No segundo disco, há um documentário recente, um show completo de 1981, entrevistas à época de Worlds Apart e mais uma apresentação (de 1982) ao final. Imperdível.

Nota 10.

[por Diego Winger]

www.sagaontour.ca

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Whitesnake - Collection (EMI/Som Livre, 2008)

June 1st, 2008 by Editor

whitesnakecollection.jpg
Tão logo o Whitesnake desembarcou no País, a Som Livre - subsidiária da Globo - não perdeu tempo e lançou no mercado a coletânea Whitesnake Collection. Trata-se de um relançamento da compilação Best Of lançada alguns anos atrás com uma nova capa e encarte com as letras. Em que pese o teor caça-níquel da estratégia, é inegável a abrangência que esta exposição na mídia alcançará. A tiragem inicial de 15 mil cópias é fato. Porém, o que nos interessa aqui é somente a obra da banda de David Coverdale. Clássico atrás de clássico: Fool For Your Loving em sua versão original (do Ready An’ Willing, de 1980, mais rocker e menos pasteurizada), Don’t Break My Heart Again (do Come An’ Get It, de 1981), o indispensável hino Love Ain’t No Stranger (Slide It In, 1984), a balada romântica que todo mundo conhece Is This Love (do multiplatinado 1987), Now You’re Gone (faixa do Slip Of The Tongue, 1990), a pesada e blueseira Give Me All Your Love Tonight (um dos pontos altos dos shows no Brasil), Ready An’ Willing (versão de estúdio, embora esteja grafada como “live” na embalagem), a alegre Guilty Of Love (também de Slide It In), as antigas Would I Lie To You (1981) e Long Way From Home (Lovehunter, 1979), a melosa The Deeper The Love (Slip Of The Tongue, 1990), as mais “obscuras” Ain’t No Love In The Heart Of The City (1978), Too Many Tears (balada do Restless Heart, de 1997), Give Me More Time e Standing In The Shadow (ambas de Slide It In, de 1984), Here I Go Again (versão do álbum 1987) e fechando com chave de ouro, Still Of The Night (outra do 1987). Ou seja, um apanhado geral da carreira do impecável vocalista David Coverdale que sempre andou muito bem acompanhado de músicos como Jon Lord, Ian Paice, Mick Moody, Bernie Marsden, Mel Galley, Neil Murray, John Sykes, Cozy Powell, Steve Vai, Tommy Aldridge, Rudy Sarzo, Adrian Vanderberg, Denny Carmassi, entre outros, todos presentes aqui.

Nota 10.

[por Diego Winger]

www.whitesnake.com

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

KISS - Lick It Up (Mercury, 1983)

May 17th, 2008 by Editor

lickitup.jpg
A nova estratégia do KISS diante da moderada vendagem de Creatures Of The Night, obra-prima de 1982, era arriscar o extremo: tirar a maquiagem. Os mesmos críticos que antes achavam as máscaras uma loucura agora chamavam de desvario o abandono destas. Porém, Gene Simmons e Paul Stanley sabiam muito bem o que estavam armando. Uma tentativa de retornar à “kissmania”, de uma nova forma. Dando maior ênfase à música do que a imagem, apostando numa produção semelhante ao antecessor e mais pesado álbum da banda, contratando (temporariamente) o guitarrista e (bom) compositor Vinnie Vincent logo após a bem sucedida turnê pelo Brasil etc. etc. etc. Exciter começa com um riff bem metal e vocal mais agressivo de Paul Stanley. Em Not For The Innocent a introdução traz um dedilhado com um clima denso, e Gene Simmons repete o vocal mais rasgado de todo seu trabalho no COTN, inclusive arrisca uns agudos; possivelmente a melhor do álbum. A faixa-título, simples e com grande apelo comercial, foi criada justamente para estourar nas rádios e MTV, fato consumado! Young And Wasted (outra de Simmons) é rápida demais para os padrões do KISS, mas foi feita com maestria, assim como o solo de Vincent, portanto é outro destaque. Gimme More, na voz de Paul Stanley, segue a mesma direção, porém, mais parece um tapa-buracos. All Hell’s Breaking Loose é o outro single; começa com uma espécie de rap - mas não chega a assustar - e possui um refrão bem legal, de autoria do baterista Eric Carr. A Million To One resgata a introdução dedilhada e assume um riff hard rock para em seguida Stanley cantar ao estilo de seu álbum de 1978. Fits Like A Glove tem uma letra hilária de Simmons: “quando atravesso ela é tal como uma faca quente na manteiga”! Dance All Over Your Face e And On The 8th Day encerram na voz de Simmons. Ambas são agradáveis, sendo que a última, se tivesse sido melhor explorada, viraria um hit na certa! Uma parceria exitosa de Gene e Paul com Vinnie apenas no âmbito musical, infelizmente nada boa em nível pessoal.

Faixas: Exciter, Not For The Innocent, Lick It Up, Young And Wasted, Gimme More, All Hell’s Breakin’ Loose, A Million To One, Fits Like A Glove, Dance All Over Your Face, And On The 8th Day.

Line-up: Paul Stanley (vocal, guitarra ritmo), Gene Simmons (vocal, baixo), Eric Carr (bateria, backing vocal), Vinnie Vincent (guitarra solo, backing vocal); produzido por Michael James Jackson, Gene Simmons e Paul Stanley.

[por Diego Winger]

www.kissonline.com

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Ratt - Videos From The Cellar: The Atlantic Years (Rhino, 2007)

April 7th, 2008 by Editor

ratt.jpg
Pra quem gosta de reviver a época mais glamourosa do hard rock, este DVD do Ratt é puro saudosismo! Reunidos os dois VHS lançados pela Atlantic em 1985 e 1991. O primeiro é Ratt: The Video, que traz depoimentos durante a turnê no Japão, bem como os promo vídeos de Wanted Man, You Think You’re Tough (Ozzy Osbourne faz uma ponta vestido de dona-de-casa), Back For More (com participação da namorada de Robbin Crosby - na época - Tawny Kitaen e os caras do Mötley Crüe, Nikki Sixx e Tommy Lee), o clássico Round And Round (com o comediante Milton Berle) e Lay It Down. O segundo trata-se de Detonator Videoaction. Nele, o lendário Little Richards “entrevista” a banda em meio aos clipes de Shame Shame Shame, Lovin’ You’s A Dirty Job, I Want A Woman e Way Cool Jr. Sobram ainda os vídeos nunca lançados antes: You’re In Love, Dance, Body Talk e Slip Of The Lip. Se alguém aí sentiu a falta de Nobody Rides For Free, este não foi incluído supostamente porque a gravadora não quis pagar os direitos autorais pelas cenas do filme Pointbreak (aquele em que Keanu Reeves segue um bando de surfistas que assaltam bancos vestindo máscaras dos presidentes dos EUA), de qual fez parte da trilha sonora. Está tudo aqui, desde a malícia do vocalista Stephen Pearcy, os rodopios do baixista Juan Croucier, as guitarras de Warren DeMartini e Robbin Crosby (já falecido) e a bateria reta de Bobby Blotzer. Há opção de assistir somente os clipes independente dos documentários e também com os comentários de áudio a cargo de Pearcy e DeMartini, que pouco acrescentam, a não ser que alguém se interesse em saber que o carro usado em You Think You’re Tough era de Blotzer e tal… Enfim, um documento histórico pra quem curte o que a banda chamava de “ratt ‘n’ roll”.

Nota 9.

[por Diego Winger]

www.therattpack.com

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Iron Maiden - Live After Death (EMI, 2008)

March 15th, 2008 by Editor

iron-maiden-dvd.jpg
Finalmente de forma oficial é relançado em vídeo o clássico Live After Death do Iron Maiden. Desde 1985 os fãs das antigas só podiam assistir naquele velho VHS as imagens deste show que define um estilo: o heavy metal. Partindo da bela arte de capa de Derek Riggs - um Eddie saindo de sua tumba cuja lápide estampa um epitáfio de H. P. Lovecraft - ao repertório irrepreensível da banda, cada minuto registrado é de tirar o fôlego. A turnê do álbum Powerslave (1984), conhecida como World Slavery Tour, é representada por este concerto na Long Beach Arena, Califórnia. Abrindo com o famoso discurso de Winston Churchill que logo emenda à Aces High, todas as canções são executadas com muita paixão por Steve Harris e cia. O ponto alto fica por conta da épica Rime Of The Ancient Mariner, um colosso baseado no poema de Samuel Taylor Coleridge (1634-1693). No segundo disco, há os documentários The History Of Iron Maiden Part 2 (continuação da história da banda relatada no DVD Early Years), Behind The Iron Curtain (com a apresentação na Polônia quando esta ainda pertencia à antiga União Soviética, 1984), Ello, Texas (entrevistas e trechos do show), clipes promocionais de Aces High e Two Minutes To Midnight e o antológico primeiro show do Iron Maiden no Brasil em 1985 no festival Rock In Rio para um público de 300.000 pessoas. Durante Revelations o guitarrista Adrian Smith acidentalmente esbarra com sua guitarra na testa do serelepe Bruce Dickinson, deixando-lhe um rombo na cabeça. Mesmo ensangüentado, o vocalista continua o show para delírio dos fãs. Para resumir, mais um ítem obrigatório.

Disco 1: Live After Death: Churchill’s Speech/Aces High, 2 Minutes To Midnight, The Trooper, Revelations, Flight Of Icarus, Rime Of The Ancient Mariner, Powerslave, The Number Of The Beast, Hallowed Be Thy Name, Iron Maiden, Run To The Hills, Running Free, Sanctuary.

Disco 2: The History Of Iron Maiden Part 2 (60 min.), Behind The Iron Curtain (57 min.), Rock In Rio ‘85 (50 min.), Ello, Texas (15 min.), Aces High, 2 Minutes To Midnight.

Line-up: Bruce Dickinson (vocal), Dave Murray (guitarra), Adrian Smith (guitarra), Steve Harris (baixo), Nicko McBrain (bateria).

Nota 10.

[por Diego Winger]

www.ironmaiden.com

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off

Black Sabbath - Heaven And Hell (Castle, 1980)

December 28th, 2007 by Editor

hh.jpg

Inauguramos aqui a seção Clássicos. Nada mais coerente do que iniciá-la com o Black Sabbath, banda seminal que praticamente inaugurou o estilo heavy metal. A formação de Heaven And Hell (1980), no entanto, demarca a segunda e não menos importante fase da banda, em que Ozzy Osbourne cede seu trono a Ronnie James Dio (ex-Rainbow). O que poderia amargar em um fracasso total, se tornou num dos álbuns mais adorados do gênero. O petardo que abre o disco, Neon Nights, já deixa escapar que Dio é um cantor tecnicamente superior a Ozzy. A introdução de Children Of The Sea, um dedilhado de Tony Iommi acompanhado da voz melódica de Dio, configurar-se-ia como o tipo de semi-balada copiada exaustivamente por outras bandas nos anos seguintes. Lady Evil possui um andamento mais sacana, voltado ao hard rock. A faixa-título é a pedrada típica do Black Sabbath, lenta, soturna e pesada. As letras continuam fantasiosas, mas desta vez ficaram a cargo de Ronnie James Dio (anteriormente o baixista Geezer Butler dava conta desta função com uma ajuda discreta de Osbourne), soando um pouco mais poéticas e menos assustadoras. A ótima Wishing Well retorna ao hard rock setentista, menos densa e mais alegre, na linha do álbum Never Say Die (1979). Iommi adiciona à introdução de Die Young um solo climático, culminando numa canção rápida bem ao estilo que consagraria o Iron Maiden (provavelmente por causa da mão pesada na produção de Martin Birch, que viria a produzir os clássicos da citada banda). A próxima é Walk Away, a mais simples, porém digna. Fugindo do ocultismo de araque sabbathiano, a letra discorre sobre uma mulher sedutora. Fecha o disco com a lenta Lonely Is The World, um quase doom metal em que se destaca a voz tão influente de Dio. Enfim, Heaven And Hell é seguramente um dos melhores (ou o melhor, conforme o gosto do ouvinte) trabalhos do Black Sabbath. Bill Ward deixaria a banda logo após as gravações para a entrada de Vinnie Appice. Esta formação se dissolveria dois álbuns após – Mob Rules (1981) e Live Evil (1982) – para voltar em 1992 com o Dehumanizer e sua respectiva turnê; acabaria outra vez para o retorno ano passado sob a alcunha de Heaven And Hell (Sharon Osbourne - aquela - não teria deixado Iommi utilizar a marca Black Sabbath). 

Faixas: Neon Nights, Children Of The Sea, Lady Evil, Heaven And Hell, Wishing Well, Die Young, Walk Away, Lonely Is The World.

Line-up: Tony Iommi (guitarra), Ronnie James Dio (voz), Geezer Butler (baixo), Bill Ward (bateria), Geoff Nichols (teclados); produzido por Martin Birch.

[por Diego Winger]

www.heavenandhelllive.com

Posted in Resenhas, Clássicos | Comments Off